O senador Ciro Nogueira (PP) está no centro de uma grave denúncia que aponta o uso de sua influência no governo Bolsonaro para travar investimentos vitais ao Piauí. Segundo o deputado estadual Fábio Novo (PT) e o senador Marcelo Castro (MDB), Nogueira teria agido deliberadamente para barrar cerca de R$ 800 milhões destinados a obras de infraestrutura e à construção da ala oncológica do Hospital Universitário (HU).
A acusação revela um bastidor de "chantagem política": Nogueira teria rompido com o então presidente Jair Bolsonaro ao saber da liberação do montante para o estado, só retornando à base governista após ser nomeado ministro da Casa Civil. “Ele quase surtou quando soube da liberação. Era contra os recursos para o Piauí”, disparou Fábio Novo.
O episódio ganha contornos de perseguição institucional com o relato de Marcelo Castro. Segundo o senador, logo após assumir a Casa Civil, Ciro teria articulado com Paulo Guedes uma portaria para suspender o empréstimo do Banco do Brasil ao estado. O bloqueio só foi revertido após o Governo do Piauí recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).
“Uma perseguição dessa eu não posso me conformar”, afirmou Marcelo Castro, destacando que a manobra política de Ciro Nogueira colocou em risco o tratamento de pacientes com câncer, priorizando interesses partidários em detrimento da saúde pública piauiense.
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