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PROVA DE AMOR

'Foi uma prova de amor', diz mãe de mecânico que tentou se passar por ela na prova do Detran-RO

Aposentada descobriu pelo rádio que filho havia sido preso tentando fazer exame de direção no lugar dela. Caso aconteceu em distrito de Porto Velho.

16/12/2019 10h25
Por: Jornal Piauí
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Depois de passar um susto ao descobrir que o filho foi preso tentando se passar por ela em uma prova do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), a aposentada Maria de Lourdes Schiave, 65 anos, diz que não condena a atitude do filho e vê como "prova de amor" a tentativa dele em presenteá-la com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Na última terça feira (10), o filho mais velho de Maria, Heitor Márcio Schiave, colocou roupas femininas, maquiagem e esmalte para fazer o exame prático de direção no lugar da mãe em Nova Mutum, distrito de Porto Velho. O mecânico afirma que chegou a se depilar para tentar ficar mais parecido com a mãe.

Em entrevista, Maria Lourdes revelou que já tinha sido reprovada em outros testes de direção e sonhava em ter uma CNH para poder trabalhar vendendo roupas em Rondônia.

"Eu passei na prova teórica e passei muito bem, aí quando foi na prática eu tinha medo da baliza, não conseguia passar na baliza. Eu me perdia, não sabia o que eu estava fazendo e falei 'vou desistir. Fiquei muito triste, deprimida, porque eu queria muito ser habilitada. Acho que por isso ele pegou esse entusiasmo. Tadinho, ele depilou com cera pra parecer com mulher", diz achando graça.

Como soube da prisão do filho?

Foi através do rádio que Maria soube da prisão do filho na prova do Detran em Porto Velho. "Ouvi na rádio o comentário de um homem de 43 anos estava vestido de mulher para se passar pela mãe pra fazer habilitação no lugar dela. Aí falaram o nome dele. Chegou doer em mim", relembra.

Depois da prisão, a mãe de Heitor conta ter se emocionado com a atitude do filho, pois acredita ser uma "prova de amor". "É um amor imenso que ele tem por mim", diz.

Mesmo com a defesa 'enfática' da mãe, Heitor Márcio é investigado em inquérito da Polícia Civil pelos crimes de estelionato tentado e falsidade ideológica. Com penas previstas de um a cinco anos de reclusão.

"Agora querem castigar meu filho por isso. Ele não fez mal pra ninguém. O que ele fez foi tentando em benefício meu", diz chorando.

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