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Mais de 600 mulheres de comunidades periféricas do Norte e Nordeste do Brasil saíram da pobreza menstrual através da tecnologia dos absorventes ecológicos

A iniciativa possui uma metodologia em que as pessoas capacitadas aprendam a confeccionar os absorventes ecológicos e se tornem agente de mudança na sua comunidade contra a pobreza menstrual e aliada às causas ambientais.

25/11/2022 às 09h12
Por: Illan Herman
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Foto: Emile Gomes
Foto: Emile Gomes

Com uma solução inovadora e que vem das próprias comunidades, o Rebbú desenvolveu o projeto “Não à pobreza menstrual” que leva capacitação de absorventes ecológicos e educação menstrual para pessoas da periferia do Norte e Nordeste.

Os absorventes ecológicos são uma solução a longo prazo para a pobreza menstrual, pois duram até 3 anos cada um, e cada pessoa que participa do projeto recebe 3 unidades, sendo o suficiente para um ciclo completo.

A iniciativa possui uma metodologia em que as pessoas capacitadas aprendam a confeccionar os absorventes ecológicos e se tornem agente de mudança na sua comunidade contra a pobreza menstrual e aliada às causas ambientais.

Cerca de 60 pessoas já foram capacitadas pelas oficinas, que se tornaram uma nova opção de renda e economia financeira. ”Essa oficina chegou em uma boa hora, pois vem agregar para ganhar uma renda e também na economia do dinheiro que eu iria comprar 2 a 3 pacotes de absorvente, agora eu vou produzir e o dinheiro que eu gastaria, vou comprar comida para dentro de casa” destacou, Francisca Lago, participante da capacitação em São Luís/Maranhão.

Durante os 6 meses de projeto, o Rebbú já passou pelos estados do Amazonas, Pará, Maranhão e Piauí e produziu 1.296 absorventes ecológicos que foram doados para 600 mulheres em situação de vulnerabilidade social e sem condições de comprarem insumos para o seu período menstrual.

Foto: Emile Gomes

Além de receberem os kits menstruais com os absorventes ecológicos, cada pessoa participa de uma roda de conversa sobre educação menstrual, com o foco em ensinar a usar os absorventes e conversar sobre os tabus da menstruação. Para muitas delas é a primeira vez que conversam e tiram dúvidas sobre a temática, sendo um momento de momento de conexão com outras pessoas, mas também de reconexão com elas mesmas.

Para a fundadora do Rebbú, Juliana Gonçalves, o projeto é algo de muito orgulho. “O que conseguimos encontrar é uma solução para um problema social junto com a comunidade que busca resolver o obstáculo da pobreza menstrual através de quatro pilares robustos: empreendedorismo, educacional, social e sustentável. Após a saída do Rebbú, a comunidade possui total autonomia para solucionar o problema", pontuou.

Pobreza Menstrual e a realidade do Norte e Nordeste

Calcinha, absorventes, coletores e produtos de higiene são elementos básicos para uma mulher poder realizar sua higiene menstrual, mas isso não é uma realidade para todas. Estima-se que 52% das mulheres no Brasil já sofreram com pobreza menstrual, segundo um levantamento feito neste ano, pelo Instituto de Pesquisa Locomotiva em parceria com a Always;

Pobreza menstrual é o nome dado a essa falta de acesso a meninas e mulheres a produtos básicos para manter a higiene no período da menstruação. Segundo relatório de 2021 do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), o conceito vai além da falta de absorventes, mas envolve a escassez de banheiros, água encanada, informação e recursos para realizar sua higiene. Com essas limitações, diversas mulheres recorrem a alternativas, como papel higiênico, roupas velhas, jornais, algodão e, até mesmo, miolo de pão para impedir que o sangue suje as calcinhas.

Foto: Emile Gomes

Os dados sobre meninas do Norte e Nordeste são ainda mais alarmantes, segundo o relatório, estima-se que é 23 vezes mais provável que meninas que residam na região Nordeste não tenham acessos aos banheiros exclusivos para moradores em seus domicílios ou terreno se comparadas às meninas da região sudeste, e no Norte esse número aumenta para 33 vezes em relação ao Sudeste.

“Norte e nordeste são as regiões mais afetadas e menos assistidas pela pobreza menstrual. O nosso impacto traz a voz de mais de 600 pessoas que receberam os absorventes produzidos na própria comunidade. São vozes que clamam por políticas públicas dignas para sua saúde. Essas pessoas merecem muito mais do que o absorvente mais barato do mercado, elas merecem saúde, informação, produtos de qualidade e sustentáveis.”, destacou a fundadora do projeto.

Sobre o Rebbú

Rebbú é uma organização de impacto social que realiza projetos de diversidade e inovação social para reduzir desigualdades sociais e de gênero.

 
 
 
 
 
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